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Vendedor é acusado e preso por constranger menina de 10 anos Imprimir E-mail

Familiares da menor, L. C. R, 10 anos, residente no Bairro São Cristóvão, procuraram a Delegacia de atendimento a Mulher e Proteção ao Menor, em Cruzeiro do Sul, para denunciar o vendedor Reginaldo Ferreira da Silva, 35 anos, residente no Bairro da Escola Técnica, por ameaçar a menina de abuso sexual, e de tê-la constrangido com palavras obscenas. A denuncia foi realizada na tarde de quinta-feira, por volta das 11:30.

 

A mãe de "L" relatou que pediu para a filha ir até uma mercearia, próximo da casa, e quando a menina chegou contou o que Reginaldo tinha lhe dito. "Ele mexeu com minha filha na hora que ia passando, mas ela não deu confiança e passou direto. Quando ia voltando da mercearia ele falou pra ela tomar cuidado, porque já sabia onde ela morava, e iria "comer" ela. Assim que chegou em casa, que contou pra nós, o tio dela saiu pela rua atrás dele e encontrou. Aí procurou um policial e levou ele para delegacia", conta a mãe.    

De acordo com a escrivã da delegacia, Cristina Guimarães, Reginaldo admitiu que provocou  a menor com palavras indecentes, mas alegou ter feito isso, porque achava que a menina era maior de idade.

O delegado Odilon Neto, explica que "Reginaldo foi detido por ter desrespeitado o artigo 241 D, do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), no qual o texto se resume o seguinte: Alicia, acedia, estigar, ou constranger por qualquer meio de comunicação, criança, com fim de com ela praticar ato libidinoso".

Odilon informa que o acusado será encaminhado para a penal, onde cumprirá pena de um a três anos de recursão. Em casos semelhantes, ele orienta para que as pessoas procurem à delegacia, e garante que, se constatado, o responsável será punido.       

"Segundo informações que colhemos, ele é um ótimo pai de família, uma ótima pessoa, e nunca teve nenhum problema com a polícia. Às vezes as pessoas cometem certos atos, sem saber que poderá ser punido. Mas, em relação às crianças, principalmente, elas tem que tomar certo cuidado com que dizem", alerta o delegado.

 
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