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Presidente da Assembléia
Legislativa do Acre, Edvaldo Magalhães reuniu-se na manhã dessa segunda feira
com o chefe da Divisão da América Meridional, do Ministério das Relações
Exteriores do Brasil, e representantes do Ministério da Agricultura, da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária, da Polícia Federal e da Receita Federal. Ao
final do encontro, no Centro de Convenções do Aeroporto Internacional de
Cruzeiro do Sul, ficou acertado que esse aeroporto terá alfandegamento
precário, entre abril e julho, para importação de hortifrutigrangeiros e frutos
do mar, de origem peruana.
A solicitação foi feita pela
Associação Comercial do Alto Juruá, região formada por sete municípios
acrianos, e três amazonenses, que vivem isolados do restante do país por via
terrestre aproximadamente oito meses por ano. Sem opções de consumo, a
população chega a pagar até R$ 8,00 por um quilo de tomate. O primeiro vôo com
produtos peruanos deveria ter pousado em Cruzeiro do Sul em dezembro do ano
passado, mas uma falha técnica impediu que o avião decolasse de Pucalpa.
O empresário cruzeirense
Abraão Cândido (acima, de camisa listrada) chegou a oferecer um avião de sua frota para que os vôos de
carga e passageiros tenham a regularidade esperada por empresários e políticos.
De acordo com o presidente da Associação Comercial, os empresários pedem que os
cargueiros desçam no Juruá às sextas-feiras, pela manhã, e os vôos de
passageiros, no mesmo dia, à tarde.
Os representantes dos órgãos
federais de controle, após vistoria nas instalações, não viram qualquer
impedimento às operações. Mas para que o aeroporto opere até julho, solicitaram
que a Infraero providencie um espaço físico para os técnicos, além de mobiliário,
computadores, acesso à internet e uma balança para pesagem de até 3 toneladas.
Já para o alfandegamento definitivo, será necessária a construção de um
terminal de cargas e um depósito para o armazenamento de mercadorias, entre
outras providências.
De acordo com Edvaldo
Magalhães (ao lado), "é natural que neste momento haja muita dificuldade para o inicio do
intercâmbio comercial, porque essa é primeira vez que algo semelhante é
tentado. Mas assim que tudo estiver resolvido chegará a hora de se discutir
coisas grandes, porque ninguém quer ficar a vida toda falando de tomate".
Dilson Ortnelas, www.vozdoacre.com
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