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No Dia da Mulher sogra joga nora de 14 anos na rua Imprimir E-mail

menina_-_capa.jpg"Minha sogra me expulsou de casa, jogou minhas coisas embaixo, e agora estou com minha filha de seis meses no braço, sem ter para onde ir. Reclamei que o bisneto dela jogava caroço de açaí na minha filha, e ela não gostou", declarou segunda-feira, a menor, M. M. N. V, de 14 anos, vagando pelas ruas do Bairro do Remanso, em Cruzeiro do Sul (AC).

 

A menina e a filha, M.S.V.A, passaram a noite na casa de Maria Francisca Lima Silva, que ligou para o Conselho Tutelar, e foi informada que na manhã de terça-feira a menor seria encaminhada ao Conselho.  

 

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Segundo a menor, o marido, Francisco Braz de Amorim, 21 anos, não impediu que a mãe a expulsasse de casa, com medo de também ser expulso pela mãe. "Durmo no chão, só com um lençol forrando. Passo fome porque a mãe dele me sovina (nega) comida. Hoje só almocei porque meu marido tinha R$ 1,50, e comprou um recheado e um milito para mim", diz a menina.  

 

Ela disse ainda, que só não foi embora porque não tem para onde ir. De acordo com ela, a avó com quem morava e que a criou desde criança, não a aceita de volta, e o pai mora em um ramal, com outra família. "Minha mãe eu nem conheço".

 

A menor afirma também que é agredida pelo marido, e que até sua sogra já lhe deu um tapa no rosto. "Ele disse que se eu fosse embora, me mataria. Fui duas vezes para um abrigo. Da primeira vez, já estava grávida. Francisco foi me buscar, mas só voltei porque disse que ia fazer uma casa pra mim, e não ia judiar mais de mim", conta. 

 

No ano anterior, M disse que o marido assinou um termo de compromisso na Promotoria, onde ela ficaria sob sua responsabilidade, e que também foi à Justiça pedir uma pensão para sua filha, e outra para ela. "Como ele não queria dar a pensão ficou comigo", explica.

 

A menor lembra que foi morar com Francisco aos 13 anos de idade, e que o conheceu na escola. "Ele me chamou para trabalhar na casa de sua mãe, dizendo que ela já era bem velhinha, e que me daria as coisas. Saí de casa fugida, e ficamos dois dias na casa de uma sobrinha dele. Depois fui para sua casa, mas meu pai foi lá atrás de mim com o Conselho Tutelar. Ele mandou eu me esconder e disse que não estava lá. Aí ficou com medo, e me levou para Porto Valter. Passamos seis meses lá na casa do irmão dele", relata a adolescente, que suspeita estar grávida de dois meses.

 

www.vozdoacre.com

 

 

 
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