Soldado do 61º BIS (Batalhão de Infantaria de Selva), Antônio Oleny Souza, 23 anos, foi morto na noite de sábado com uma facada no abdômen, por um homem conhecido pelo nome de Marivaldo.
Ele recuso-se a pagar “pedágio” de R$ 1,00. O crime ocorreu no Bairro do Telégrafo, em Cruzeiro do Sul, Acre.
Souza havia saído do quartel há poucas horas e acompanhava o agricultor Francisco de Lima Aragão, que saiu à rua com a intenção de comprar uma carteira de cigarro. Aragão também foi esfaqueado no abdômen pelo comparsa de Marivaldo, conhecido pelo nome de Oséias. Ele teve melhor sorte que o soldado, que morreu no carro da Samu a caminho do Hospital. O agricultor foi operado e está internado na UTI.
O crime chocou Cruzeiro do Sul pela crueldade. Segundo testemunhas, o soldado não teve nem tempo de reagir ao golpe. Deu alguns passos e caiu ao chão, próximo à mercearia do Edílson, com as vísceras já expostas. Francisco de Lima Aragão ainda conseguiu refugiar-se na casa de Fátima de Souza, perseguido por Oséias, que tinha a intenção de lhe dar um segundo golpe, até que viu as pessoas correrem em direção às vítimas.
O irmão mais velho de Antônio, Misael, afirma que a família não pensa em vingança, porque acredita na Justiça de Deus e na polícia. Dentro do quartel do 61º BIS a indignação tomou conta da tropa. Ano passado um sargento escapou por pouco, ao ser esfaqueado por uma outra quadrilha, no Bairro São José.
OS COBRAS - Marivaldo e Oséias fazem parte da gang conhecida pelo nome de “Cobras”, que há muitos anos, favorecida pela precária iluminação pública da cidade e pela insuficiência da força policial, aterroriza a população de Cruzeiro do Sul, A prática da cobrança de pedágio é comum em quase todos os bairros em qualquer hora do dia ou da noite. Nos finais de semana o número de pessoas esfaqueadas nos hospitais é cada vez maior.
PERSEGUIÇÃO – Um grupo da polícia civil está à procura dos dois criminosos. Há relatos que dão conta que eles foram vistos durante a madrugada nas proximidades do Hospital Dermatológico, próximo à cena do crime. Teriam conseguido saltar os muros de algumas casas e desaparecido na escuridão, deixando no local um terçado (facão). Informações não confirmadas relatam que também os militares do 61ºBIS estão apoiando a polícia com diligências, inclusive na localidade conhecida como Boca do Moa, onde podem estar escondidos.
www.vozdoacre.com - Dílson Ornelas
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