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Durante a madrugada deste domingo de Dia dos Pais, em Cruzeiro do Sul (AC), momentos depois de pegar em casa um facão de cortar carne no açougue onde trabalha, Francisco Negreiros (foto), o Quico, já com diversas passagens pela polícia, não encontrou mais os dois rapazes que mexiam com a sua mulher e descarregou sua fúria sobre o pedreiro Altemar Bezerra da Silva, 37 anos, que havia bebido além da conta e nada tinha a ver com a história. A vítima tentou se defender aparando os primeiros golpes com os braços, mas caiu indefesa no asfalto da Rua Félix Gaspar (Bairro João Alves) e, implorando por sua própria vida, teve a cabeça decepada por um golpe mortal do açougueiro.
De acordo com testemunhas Altemar (foto abaixo) não tinha qualquer relação com o criminoso e nem havia presenciado a cena em que dois homens mexeram com a mulher de Quico. Faltavam alguns minutos para uma hora da madrugada. Estava há dez metros da casa de sua mãe, de onde acabava de sair e caminhava para sua residência onde dormiam seus dois filhos, um adolescente de 16 anos e uma criança de 4 anos, vítima de doença conhecido pelo nome de síndrome de down.
Inconformada, sua mulher Evanete Ferreira da Silva, técnica em enfermagem, contou que na hora do crime estava trabalhando como plantonista no Hospital Regional do Juruá, para onde o corpo do marido foi levado, já sem vida. O corte em sua garganta foi tão extenso e profundo que o pedreiro praticamente perdeu todo o sangue, antes de ser removido da frente da casa da mãe.
Altemar estava há duas semanas em Cruzeiro do Sul, para cuidar de um dos filhos, que estava doente, mas trabalhava em construções de prédios para a prefeitura de Marechal Thaumaturgo. "Nós tínhamos uma vida inteira pela frente e fazíamos muitos planos, mas agora acabou tudo", desabafou a esposa Evanete.
A policia ainda tenta localizar Quico, que trabalhava em um açougue no Bairro da Lagoa. Informações ainda não confirmadas dão conta que ele já havia furado de faca outras cinco pessoas e já cumpriu pena em um presídio em Rio Branco, por causa de duas dessas agressões.
Maria da Glória da Silva, a dona Branca (ao lado), proprietária da casa onde Negreiros morava com uma mulher menor de idade, conta que ele era muito ciumento, "mas era bom pagador e nos quatro meses que morou ali, nunca atrasou o aluguel".
Dílson Ornelas - http://www.vozdoacre.com/
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