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População de Cruzeiro do Sul só pode contar com 15 PMs nas ruas Imprimir E-mail

a_-_221.jpgA Polícia Militar tem, na prática, apenas 15 homens para o policiamento diário em Cruzeiro do Sul, segundo maior município acreano, com cerca de 80 mil habitantes.

Por causa disso, a PM está longe de atender as 35 solicitações de policiamento feitas pelos coordenadores de eventos em locais públicos nos últimos dois meses. A situação tende a se agravar com a chegada das festas caipiras nos próximos dias. Para se ter uma idéia, apenas para o dia 5 de julho, próximo sábado, já foram feitos cinco pedidos de policiamento. A tendência é que este número passe de dez.

O comandante da Polícia Militar, major Nascimento, prefere não falar de números, mas admite que é impossível deixar uma viatura em cada local. A solução é permanecer algum tempo em cada um desses eventos.   

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Existe um concurso público para 600 vagas na PM e nesta semana 11 sargentos foram promovidos à subtenentes no Vale do Juruá, mas nem tudo é festa na segurança pública dessa região, ao contrário, não é á toa que a população vive um sentimento contínuo de abandono.

Embora a Secretaria de Segurança informe oficialmente que o Vale do Juruá tenha 239 policiais militares, é preciso fazer uma série de contas de subtração para ver o que sobra para os 80 mil habitantes.  A corporação da PM no Vale do Juruá está assim dividida: 8 oficiais, 11 subtenentes e 220 praças, incluindo soldados, cabos e sargentos. Dos 220 homens e mulheres, cerca de 30 deles, mensalmente, estão de férias ou licença médica.

Dos 190 policiais militares restantes, 6 estão no município de Porto Walter, outros 6 em Marechal Thaumaturgo, 16 em Mâncio Lima e 17 em Rodrigues Alves. A comunidade indígena dos katukinas também tem uma equipe de 5 policiais e ali próximo, na localidade conhecida como Liberdade, há mais 3. 

Depois da distribuição dos policiais nos outros quatro municípios do Vale do Juruá, e nas comunidades citadas, restam ainda 137 para Cruzeiro do Sul. Contudo, ainda não é esse o contingente que faz o policiamento das ruas.  A Polícia Militar, seguindo seu dever constitucional, é obrigada a promover a segurança de outros órgãos e aparelhos do Estado.

No caso de Cruzeiro do Sul, 2 policiais ficam à serviço da Prefeitura Municipal; o Ministério Público também conta com 1 policial; outros 2 ficam lotados no Fórum da cidade, 1 na Defensoria Pública; 2 no Detran; 2 policiais ficam à disposição dos postos da Secretaria de Fazenda (SEFAZ); 4 nos hospitais; 3 são profissionais de Saúde; 45 ficam alocados permanentemente no presídio e no Abrigo do Menor; 8 policiais trabalham no CIOSP; e 1 está cedido à Força Nacional, para operações fora do Estado do Acre. 

Depois de atender às inúmeras instituições, restam 65 praças, incluindo aí cabos e soldados. Como também os 11 subtenentes recentemente promovidos continuam com a função de policiamento ostensivo, chegamos à conclusão que estão prontos para vigiar as ruas 76 policiais militares. 

Porém, o regimento da PM diz que os policiais militares trabalham em regimes de plantões alternados. Informações não oficiais dizem que há períodos em que os policiais trabalham 24 horas e descansam outras 24, principalmente próximo a eventos de maior movimento na cidade, como Natal e Carnaval, por exemplo. As escalas variam de acordo com as atividades do policial. Há casos em que trabalham 24 horas e descansam 48 horas, ou podem descansar até mesmo por 72 horas. Sendo assim, não é exagero concluir que, considerando as escalas de plantões dos policiais militares, diariamente o número efetivo nas ruas nunca ultrapassa a 15 PMs.

www.vozdoacre.com - Dílson Ornelas

 
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