|
Nem mesmo a mobilização acirrada da bancada federal, as seções da CPI da energia elétrica no Acre, solicitada pelos deputados Ilderlei Cordeiro, Gladson Cameli e Sérgio Petecão, e recente audiência pública em Rio Branco, evitou que a Eletroacre anunciasse aumento da taxa de energia elétrica, a partir de novembro, em 17%. "Vamos barrar esse aumento e trabalhar pela redução, porque encontramos algumas irregularidades em relação à cobrança de tarifas", declarou nessa terça-feira o deputado federal Ilderlei Cordeiro, durante entrevista a Rogério Wenceslau, da Rádio Juruá FM.
Segundo Ilderlei, a população paga imposto sobre imposto. "É uma discussão que mexe no bolso de todos brasileiros, e no Acre não é diferente. Mas isso tem solução, porque a CPI está aí justamente para isso, dar alternativas para redução nas contas de luz", garante.
O deputado disse que o aumento no custo de energia sem explicação são uma das inúmeras reclamações que a população vem se queixando. "Aumentos de R$ 30,00 para R$ 150, 00, de 200,00 para 600, 00, e assim por diante. Essas pessoas precisam entrar o mais rapidamente possível no Procon, ou no Ministério Público Estadual", diz. O parlamentar conta que pressionou a Eletroacre. De acordo com ele também a Guasco terá que explicar sua planilha de custo.
"Durante esse mês faremos um mutirão junto à Justiça, Ministério Público, e Procon para analisar as reclamações encaminhadas contra a Eletroacre, sobre perdas de aparelhos e até mesmo de alimentos que estragam com as quedas de energia. Fiz uma proposta para ao Celso Mateus, presidente da Eletroacre, e ele comprometeu-se em montar uma equipe para juntarmos todas as denúncias e fazer um levantamento rápido de todas essas reclamações, para dar uma resposta às pessoas e compensar seus prejuízos", explica.
Ele afirma que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) terá que dar muitas explicações. "Há uma caixa preta, um negócio muito escuro ali dentro. Terão que explicar porque essas fiscalizações não estão sendo cobradas. Porque ela passa as normas para os fornecedores e essas normas só beneficiam os fornecedores, os distribuidores de energia, e nunca a população. A Aneel hoje está fazendo quase um papel de sócia dos distribuidores e fornecedores de energia, mas ela é uma agência que deveria estar lá cuidando da população", questiona.
Gleiciane Cunha - http://www.vozdoacre.com/
|